Cartão de Visita

21 de Julho de 2008 @ 19:24 por Bencom

O cartão de visita é uma das ferramentas de marketing mais baratas que você pode utilizar. Incrivelmente, é também uma das mais poderosas. Ele serve para comunicar aos outros o que você e sua companhia fazem e onde você e sua companhia podem ser encontrados. Em seu pequeno espaço, um bom cartão contém as informações básicas para que você seja lembrado, contatado e para que seus serviços ou produtos sejam vendidos!

Como não é pouca coisa, vale a pena pensar na forma e conteúdo de seu cartão antes de fazê-lo. Algumas dicas dos especialistas podem ajudá-lo a evitar erros comuns que podem condenar seu cartão (e você!) ao esquecimento do cliente.

O conteúdo

Seu cartão deve conter as informações mais importantes para que sua companhia e você sejam lembrados e contatados. Ele deve ser capaz de transmitir essas informações de maneira clara, agradável e marcante.

Não podem faltar: o nome pelo qual você é conhecido profissionalmente, o nome de sua organização e seu cargo. Coloque também as formas de entrar em contato com você: endereço, telefone, fax, e-mail, página na internet e/ou blog.

Um logotipo profissional melhora muito sua capacidade de ser lembrado e acrescenta credibilidade. Esse logotipo deve ser uma criação exclusiva e que remeta à sua atividade. Clip art, desenhos mal feitos ou idéias óbvias e sem acabamento podem comprometer sua imagem e acabar tendo o efeito contrário ao da credibilidade pretendida.

Um slogan ou frase curta que mostre seu diferencial ou lema é um bom acréscimo em seu cartão de visita.

A forma

A chave aqui, pelo menos para a maioria das pessoas, é a simplicidade: nada de muitos tipos de letra, cores, desenhos e detalhes. A confusão visual se instala e as informações não são passadas de forma clara. Seu cartão deve ser fácil de ler: bom contraste entre o fundo e as letras, boa disposição da informação no espaço, bom tamanho e tipo de letra.

O cartão também deve refletir sua imagem. Utilize layouts e cores conservadoras se sua atividade é tradicional ou envolve finanças. Layouts modernos podem ser usados se seu ramo de atividade é de ponta ou tecnológico. Design, cores e letras pouco usuais podem ser colocados se você é da área artística ou criativa. Grafismos lúdicos e coloridos podem se encaixar em cartões de quem lida com produtos ou serviços para crianças.

Seu cartão de visita deve seguir o mesmo design de outras peças de comunicação da sua companhia. Se o dinheiro permitir, use algum diferencial que faça o cartão se destacar, como texturas, hologramas e recortes diferentes, desde que não comprometam a informação e não afetem sua credibilidade. Cuidado com o tamanho. É desejável que seu cartão siga os tamanhos padronizados e que possam ser, inclusive, escaneados.

Detalhes que fazem a diferença

Antes, e depois de imprimir, confira muitas vezes seu cartão de visita: os dados estão todos corretos? Existem erros ou falhas ortográficas? Um detalhe sem importância pode fazer a diferença entre ser localizado ou não. Ou entre ser considerado capaz de executar o serviço ou não.

Mantenha seus cartões sempre atualizados, e leve-os constantemente com você. Conserve-os em bom estado e limpos. Eles são mesmo seu “cartão de visita”!

Fazendo um cartão de visita

Existem programas disponíveis na rede com modelos e procedimentos para fazer cartões de visita. Podem ser úteis se você não dispõe de meios, recursos ou tempo para fazer um serviço profissional. Mas, lembre-se – seu cartão é o primeiro contato e a lembrança mais constante que seus clientes e fornecedores terão de você. Um cartão “como centenas de outros” ou toscamente impresso pode significar a diferença entre ser lembrado ou descartado. Às vezes, um pequeno investimento em um serviço profissional pode trazer retornos maiores no futuro.

Seja um consultor em gastronomia.

18 de Julho de 2008 @ 08:27 por Bencom

Precisa ou gostaria de aumentar a sua renda ? Gostaria de trabalhar com gastronomia? Quer trabalhar com vendas mas odeia oportunidades como “ganhe dinheiro fácil”?

A Don Carlini Gastronomia inovou novamente e criou este projeto que pode ser uma oportunidade para quem quer trabalhar sério e procura produtos sérios para se trabalhar. O projeto chama-se Noite da Oportunidade e é um excelente negócio para aumentar a sua renda, sem enganação.

Mais informações www.doncarlini.com.br

Obs. aproveite e experiente a comida deste restaurante, excelente!

Revista Bencom ficou para Agosto

17 de Julho de 2008 @ 22:20 por Bencom

Realmente a correria mais uma vez atrapalhou a estréia da revista.
Contamos com a sua compreensão.

Mas sem falta, em Agosto a revista Bencom.

Congresso aprova criação de fórum permanente

16 de Julho de 2008 @ 11:45 por Bencom

de Arnaldo Comin
Direto de São Paulo

Os participantes do 4º Congresso Brasileiro de Publicidade aprovaram, na manhã desta quarta-feira, por unanimidade, três pontos que foram discutidos nos dois primeiros dias de evento, que ocorre no World Trade Center (WTC), em São Paulo. A principal decisão da plenária foi a criação de um fórum permanente de comunicação, a ser realizado todos os anos.

A função deste fórum será atualizar pontos que foram discutidos no Congresso deste ano. O primeiro encontro foi marcado para o mês de maio de 2009.

Um dos assuntos mais debatidos durante o Congresso, o repúdio a qualquer forma de censura à liberdade de comunicação comercial também foi aprovado na plenária desta manhã.

O terceiro ponto aprovado foi o apoio integral ao projeto de lei de número 3305, do deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), que estabelece novas regras de licitação pública para agências de publicidade.

Fonte: Folha

Noite paulistana pós-lei seca “perde” filas e badalação

14 de Julho de 2008 @ 22:13 por Bencom

Para freqüentadores, a famosa noite de points como Vila Madalena, Vila Olímpia, Jardins, Itaim e Moema não é mais a mesma

Donos de bares e restaurantes afirmam que movimentocaiu, em média, 30%

Fonte: ROBERTO DE OLIVEIRA DA REVISTA DA FOLHA

Se algum turista desavisado caísse na balada no último sábado em São Paulo, ficaria desconfiado de ter comprado gato por lebre. A tão propagada noite paulistana, um dos principais atrativos da capital, não é mais a mesma, dizem freqüentadores. Nos Jardins, às 22h40, restaurantes que antes exibiam filas de espera ofereciam lugares à escolha do freguês. Nos clubes da Vila Olímpia, nada de aglomeração, à 1h25. Antes abarrotados, bares da Vila Madalena davam até para improvisar uma pista de dança, antes das 2h. Tudo culpa da lei seca, alegam comerciantes. O movimento caiu, em média, 30%.
Tão badalada pela imprensa internacional e reconhecida em todo o país como a mais diversificada e animada, a noite paulistana está careta. Quem afirma é Helton Altman, 48, dono dos tradicionais Filial, Genésio e Genial, todos na Vila Madalena (zona oeste).
“Não temos praia. São Paulo é noite. Ou melhor, era. Não pode fumar, não pode fazer barulho, por causa do Psiu, e agora também não pode beber”, diz. “A noite está muito triste.”
A reportagem percorreu os points badalados das 22h30 de sábado às 4h15 de ontem. Moema, Itaim, Vila Olímpia, Vila Madalena, Jardins e região central desenharam o roteiro.
Comerciantes de bares, restaurantes e clubes não pouparam elogios à lei. Redução no número de acidentes e afugentar bêbados do volante foram os principais aplausos. Mas eles não se furtaram a criticá-la.
“O Estado deveria oferecer contrapartida: metrô e transporte coletivo para as pessoas poderem sair à noite. Assim, não sei o que vai acontecer”, disse Regina Vitória, 50, gerente do São Cristóvão, também na Vila Madalena. “Fiquei até um pouco deprimida de ver a vila assim, sem movimento.”
Eram 2h20 de ontem. Só cinco mesas do bar estavam ocupadas. Aquele zum-zum-zum tão característico dos botecos, não existia. Dava para ouvir o que as pessoas conversavam.
Dezessete anos de trabalho na noite paulistana, Luiz Fernandes, 53, gerente do Posto 6, na Vila Madalena, conseguiu parar antes das 3h para papear com a Folha, coisa impensável na época pré-lei seca. Ele conta que nunca viu clima tão borocoxô como agora. “As pessoas vinham de Embu, de Moema, do Morumbi, para aproveitar a “estimulante” noite da Vila Madalena, tão famosa, que virou até novela. Olha agora?”
Senhor Fernandes, não era necessário muito esforço para perceber logo o estrago. Bastava um giro no olhar pelas mesas do bar para notar que o clima na Vila Madalena, às 2h49, era o de fim de feira.

Vinho encalhado
Mesmo em lugares mais tradicionais, voltados para um público maduro, os efeitos da lei seca eram distinguidos.
Na Mercearia do Conde, no Jardim Paulistano (zona oeste), a venda de bebidas caiu 50%. “Com a chegada do inverno, estávamos confiantes no consumo de vinho. Mas, infelizmente, por causa da lei seca, a coisa está devagar”, disse Élio Oliveira, 30, responsável pela casa no período noturno.
Do outro lado da rua Joaquim Antunes, o Fillipa amargava uma queda de 40% no consumo de bebidas. O movimento em geral também caiu. Ina de Abreu, sócia do Fillipa e também do Mestiço, disse que sábado foi um dia atípico. “Ainda não sabemos se é efeito das férias ou da lei seca”, disse. Só que, naquele momento, a empresária não tinha dúvida. “Nunca ficamos assim em três anos de funcionamento.”
Deferiu adjetivos como exagerada e radical ao citar a lei seca. “Claro que as pessoas bêbadas não podem dirigir. Agora, um cálice de vinho? Não faz diferença. Pelo amor de Deus.”
Uma taça de vinho equivale a ter de 0,1 mg/l a 0,29 mg/l de álcool no ar expelido dos pulmões (ou entre 2 dg/l e 5,99 dg/l de álcool no sangue), o que dá multa de R$ 955, sete pontos na carteira e suspensão do direito de dirigir por um ano.
“A lei deveria punir quando de fato os índices de álcool interferirem nos reflexos. As pessoas saem para jantar e apreciam tomar um bom vinho”, conta. “Agora, não pode mais. Fica esse clima de terrorismo. Qualquer parada no trânsito, eu logo penso: “É uma blitz”.”
Para escapar de um flagrante, um grupo de quatro jovens se reveza, semanalmente, na direção. Ontem de madrugada, a tarefa coube ao estudante de engenharia Fernando Presto Dell Nero, 20. “Só água e refri”, brinca. Na semana passada, quem ficou na “seca”, mas nem tanto, foi Tiago Rocco, 20, estudante de gastronomia. “Confesso que tomei uma lata.” Tiveram sorte. Na volta para casa, passaram bem atrás de uma blitz.
No próximo sábado, Tiago Cristovão, 20, assume o papel de motorista. “Cara, não vou bobear. Não estou a fim de pagar para ver.” Os rapazes, que moram no Ipiranga (zona sul), foram ao clube O BarbarO, na Vila Olímpia, onde a venda de cerveja sem álcool cresceu 50%.
“Ainda vai levar um ano e meio ou dois para as pessoas caírem na real. Essa lei é severa demais”, critica Maria Fernanda Rocha, 30, sócia-proprietária da casa, onde trabalham 70 funcionários. “Todos eles estão temerosos. Ainda não sabemos o que vai acontecer. Só sei te dizer que a venda de bebida caiu pelo menos 20%”, diz ela. “Há um clima de apreensão no ar que antes não existia.”

Cidade vigiada
O cantor e compositor Seu Jorge concorda. Há cinco anos, ele trocou o Rio por São Paulo. “Nunca tinha visto essa história de blitz em São Paulo”, diz, enquanto toma um chope na madrugada de domingo no Filial. “No Rio, você está andando em Copacabana e, de repente, pinta uma blitz.” Faz questão de dizer que é totalmente favorável à lei. “Em Los Angeles ou Miami, você vai para a cadeia, cara. Aqui, quem não segura a onda está ficando em casa.”
E você, segura a onda? “Vou tomar mais um chopinho, pego meu carro e sigo para casa”, diz o cantor. E olha que, de turista, ele só tem o sotaque.

Oliviero Toscani, fotógrafo, publicitário e grande provocador: “Somos todos anoréxicos”

13 de Julho de 2008 @ 12:14 por Bencom

Laura Lucchini

A fotografia de uma mulher esquelética e completamente nua deu a volta ao mundo depois de aparecer em enormes outdoors distribuídos por cidades como Paris e Milão. Essa imagem dramática era acompanhada de uma mensagem: “Não à anorexia No-l-ita”. Tratava-se de uma campanha publicitária da marca italiana No-l-ita, para a qual o criador dessa imagem, Oliviero Toscani, trabalha hoje, depois de sua ruptura com a Benetton. Com seu tom cínico e amável ao mesmo tempo, ele recebeu este jornal na sede da equipe de futebol Inter de Milão, de cuja imagem também cuida.

Oliviero Toscani fez aquilo de novo. Ele é o autor da imagem que provocou a última grande polêmica no mundo da publicidade, ao enfocar o drama de uma garota, Isabel Caro, que sofre de distúrbios alimentares e pesa 31 quilos. Toscani, hoje com 65 anos, trabalhou para a marca de roupas Benetton entre 1982 e 2000, e a imagem da empresa foi identificada com suas fotografias mais polêmicas: a de um doente de Aids que parecia um Cristo de Mantegna rodeado por seus familiares, ou os retratos dos condenados à morte no Texas. Estes provocaram a ruptura de seu casamento com a Benetton, que durou 18 anos. Hoje, como na época, meio mundo foi contra ele por explorar o sofrimento alheio. E ele, como na época, muito seguro de si, parou para observar o efeito em cadeia produzido por sua provocação. “Somos todos anoréxicos. A isso se deve o sucesso”, afirma.

El País - Como nasceu a idéia de uma campanha de publicidade sobre a anorexia?
Oliviero Toscani - Não nasceu. Eu não tenho nenhuma idéia. Sou um homem sem idéias. E não sou publicitário. Faço o que penso. Fotografo o que vejo e quero ser testemunha do meu tempo. Sendo fotógrafo, faço as imagens que considero necessário fazer como jornalista.

EP - Faz parte de um projeto mais amplo sobre a anorexia?
Toscani - Faz parte do projeto do meu trabalho, o que sempre fiz. A anorexia é um problema sobre o qual trabalhei durante anos. Também fiz um filme que foi apresentado no festival de cinema de Locarno (Suíça), que se chama “Bianca ha 16 anni” (Bianca tem 16 anos). Tive a oportunidade de encontrar um promotor que financiou a idéia. Esse promotor é a No-l-ita, uma empresa de roupas [para a qual fez a última de suas campanhas polêmicas], e isso é ainda mais interessante.

EP - Uma das críticas que fazem ao senhor é a de usar o corpo de uma pessoa doente para vender um produto.
Toscani - Não me interessam as críticas. Quer dizer, me interessam só até certo ponto. Há críticas em todas as direções. Se esta for uma, está bem, a escuto.

EP - O senhor trabalhou muito tempo como fotógrafo de publicidade. Nunca fez uma imagem só para vender um produto?
Toscani - Todas as imagens servem para vender algo. Em um jornal também se escrevem matérias para vender o jornal. Tudo pertence ao poder da economia. Temos de perceber isso. Há dois tipos de arte. Uma que é só mercado. Falo da arte oficial, essa que consideramos verdadeira. Falo de escultura e pintura, que só servem para enfeitar as casas dos ricos. Existe outra arte, a da comunicação, que é contaminada: é a que eu faço. A arte sempre foi contaminada. Além disso, a arte sempre existiu a serviço de um poder. Primeiro foi o poder religioso, depois o político, agora o econômico. O poder precisa da arte e a arte precisa do poder.

EP - Capturar experiências tão dramáticas e reduzi-las a imagens estilizadas que se repetem milhares de vezes… não corre o risco de neutralizá-las, de torná-las menos incômodas para os outros?
Toscani - Penso que trazem muitos riscos. Criatividade e risco andam juntos. Mas de que riscos você fala?

EP - Do risco de neutralizar o drama que representam ou de transformá-las em imagens entre muitas outras…
Toscani - Não creio que sejam neutras, já que você veio aqui me perguntar sobre elas, como outros jornalistas. E creio que tocaram a consciência individual de todos. Porque no fundo uma campanha contra a anorexia é uma campanha dirigida a todos. Cada indivíduo é anoréxico em alguma parte. Todos sofremos de anorexia de alguma forma. Por isso precisamos cada vez mais de vestidos, de camisas, saltos altos, batons. Precisamos de um carro grande, de uma casa em um lugar e em outro. Tudo isso é anorexia. Temos anorexia nas relações com nossos corpos, mas também em relação aos outros. Temos anorexia em relação ao nosso trabalho e nossa condição humana. Cada pessoa é anoréxica à sua maneira. Por isso a campanha fez tanto sucesso.

EP - Que conseqüências têm essas provocações?
Toscani - Creio que quando se utiliza a palavra “provocação” logo se pensa em algo negativo.

EP - Não…
Toscani - Bem, então a provocação é útil. Provocar significa ter a generosidade de suscitar um interesse. Provocar a possibilidade de perceber que existe um ponto de vista diferente. Outro modo de viver. Outra escala de valores. Provocar a dúvida de que talvez nosso ponto de vista não seja o único. A provocação, nesse sentido, é a finalidade principal da arte. Não foi o que fez Goya durante toda a sua vida? E Picasso? Eles não fizeram outra coisa além de provocar.

EP - O senhor pensa em fazer outras campanhas sobre temas delicados?
Toscani - Vamos ver. Creio que a condição da mulher ainda está no nível da escravidão.

EP - O senhor busca a beleza também na representação de imagens dolorosas?
Toscani - Creio que há beleza na tragédia. A pintura espanhola demonstrou isso. Há muitas coisas muito belas mas que são feias, e outras muito feias mas belíssimas.

EP - O que é a beleza?
Toscani - A beleza não tem nada a ver com a moral. Não coincide com a estética. Não é só estética. A beleza é um conjunto de coisas, como a música… é intangível. A beleza é conseqüência de uma reflexão individual.

EP - Em um livro que o senhor publicou, cita com freqüência Pier Paolo Pasolini. Pasolini era comunista e católico e defendia fortemente as duas opções. Que valores o senhor tem?
Toscani - Não sou nem comunista nem católico, sou laico. Mas não um laico triste como são normalmente os laicos italianos e talvez também os espanhóis. Cito Pasolini porque me interessa sua lucidez. Mas era um beato. Não era comunista, era católico antes de tudo. Os verdadeiros comunistas são desses católicos que cheiram a incenso e a igreja. Meus valores… Não estou aqui para dar valores. Não sou capaz.

EP - Em seu livro, o senhor ataca a “monocultura” e o consumismo. Mas viveu muitos anos da publicidade. Não vê aí uma contradição?
Toscani - Quando uma pessoa se encontra em um engarrafamento, xinga o engarrafamento e diz: “Merda, este engarrafamento me faz perder tempo”. Um engarrafamento é normal. É uma condição na qual nos cabe estar às vezes. Se ando pela rua e respiro o ar poluído, não tenho por que ficar contente de respirar ar poluído. Por que você se queixa do ar poluído e anda pela rua? Porque temos de andar pela rua, não se pode andar em outro lugar.

EP - De que maneira o senhor atua contra a “monocultura” e o consumismo?
Toscani - Primeiro, porque nunca entrei em um banco na minha vida. Nunca. Sempre houve alguém que o fez por mim. Logo, sou uma pessoa particularmente privilegiada e afortunada, porque entendo certas coisas e percebo que sou privilegiado. Tenho uma autodisciplina.

EP - Sente falta de seu trabalho na Benetton?
Toscani - Não, absolutamente. Só me resta uma desilusão: que não tenham entendido que era preciso continuar com a campanha contra a pena de morte. Eu continuei trabalhando contra a pena de morte, mas eles tiveram medo. Mas agora, com tudo o que está acontecendo, poderiam ser muito importantes. Não tiveram essa inteligência.

EP - Quer criar algo parecido com a No-l-ita?
Toscani - Não, eu sou livre. Não preciso de uma marca.

El País
http://www.elpais.com/

Código de Ética dos Profissionais da Propaganda

13 de Julho de 2008 @ 11:53 por Bencom

Criado em Outubro de 1957

Define os princípios éticos que devem nortear a publicidade
I. A propaganda é a técnica de criar opinião pública favorável a um determinado produto, serviço, instituição ou idéia, visando a orientar o comportamento humano das massas num determinado sentido.

II. O profissional da propaganda, cônscio do poder que a aplicação de sua técnica lhe põe nas mãos, compromete-se a não utilizá-la senão em campanhas que visem ao maior consumo dos bons produtos, à maior utilização dos bons serviços, ao progresso das boas instituições e à difusão de idéias sadias.

III. O profissional da propaganda, para atingir aqueles fins, jamais induzirá o povo ao erro; jamais lançará mão da inverdade; jamais disseminará a desonestidade e o vício.

IV. No desempenho do seu mister, o profissional da propaganda agirá sempre com honestidade e devotamento com seus comitentes, de modo a bem servir a eles e à sociedade.

V. Nas relações entre os seus colegas, o profissional da propaganda pautará sua conduta pela estreita observância das definições, normas e recomendações relativas à ética da profissão, restringindo sua atividade profissional ao setor de sua escolha, assim elevando, pelo respeito mútuo, pela lealdade e pela nobreza da atitude, o nível da sua profissão no País.

I - DEFINIÇÕES
1. São considerados profissionais da propaganda somente os componentes, empregados e colaboradores das entidades mencionadas nos Artigos 2, 3, 4, 5 e 6 destas definições e cuja função seja exercida no SETOR DE PROPAGANDA da entidade.

2. O anunciante, também chamado cliente, é a entidade, firma, sociedade ou indivíduo que utiliza a propaganda.

3. A Agência de Propaganda é a firma organizada para exercer as funções definidas pela ABAP. e que realiza a propaganda para o cliente e promove negócios para os veículos de propaganda, que a reconhecem como tal e a ela pagam comissão.

4. Veículos de propaganda são os jornais, revistas, estações de rádio, TV, exibidores de cartazes e outras entidades que recebem autorizações e divulgam a propaganda, aos preços fixados em suas tabelas.

5. Representantes de veículos são organizações especializadas, ou indivíduos que tratam dos seus representados, em geral
sediados em outras praças, dos quais recebem remuneração, e para os quais também contratam propaganda.

6. Corretor é o indivíduo registrado no veículo, onde funciona como intermediário da publicidade remunerada, estando sujeito à disciplina e hierarquia do veículo.

7. Publicidade remunerada pode ser ou não ser propaganda.

8. Comissão é a retribuição, pelos veículos, do trabalho profissional, devida exclusivamente às agências e aos corretores de propaganda. A comissão se destina à manutenção das agências e dos corretores de propaganda e não poderá ser transferida aos anunciantes.

II - NORMAS
9. Os veículos de propaganda reconhecem a necessidade de manter os corretores e as agências como fonte de negócios e progresso dos seus empreendimentos e, por isso, a eles reservam o pagamento da comissão com exclusão de quaisquer outros indivíduos ou entidades.

10. A tabela de preços é pública e igual para todos os compradores, dentro de iguais condições, incumbindo ao veículo observá-la e fazê-la observar por todos os seus agentes ou prepostos, cujo reconhecimento como tal poderá ser cancelado por infração deste dispositivo.

11. Aos veículos de propaganda fica naturalmente reservado o direito de dar ou não crédito à agência, não sendo lícito, porém, negar-lhe a comissão ou recusar-lhe a divulgação do anúncio quando pago à vista. Excetuem-se os casos em que a matéria não se enquadre dentro da ética ou quando a agência haja deixado de ser reconhecida pelo veículo, do que lhe deve ser dado aviso com 90 dias de antecedência.

12. A comissão percebida pelo corretor não é, necessariamente, a mesma concedida às agências que dão “delcredere” efetivo e fazem as cobranças das contas dos veículos aos anunciantes.

13. Todo trabalho profissional de propaganda faz jus à paga respectiva nas bases combinadas, na falta destas prevalecendo o preço comum para trabalhos similares. Em caso de dúvida poderá ser o preço avaliado por três profissionais indicados, a pedido, pelo presidente da ABP ou suas similares estaduais. É proscrita por desleal a prestação de serviços profissionais gratuitos ou por preços inferiores aos da concorrência, a qualquer título, excetuados, naturalmente, os casos em que o beneficiário seja entidade incapaz de remunerá-los e cujos fins sejam de inegável proveito social coletivo.

14. Os veículos faturarão sempre em nome dos anunciantes, enviando as contas à agências por elas responsáveis, para cobrança.

15. Com o objetivo de incentivar a produção de idéias novas de que tanto necessita a propaganda, presume-se sempre que a idéia pertence à Empresa criadora e não pode ser explorada sem que esta dela se beneficie.

16. É imoral deturpar ou apresentar de maneira capciosa elementos de pesquisa ou estatísticas. Recomenda-se também que sempre que tais dados sejam utilizados como elemento fundamental de persuasão, mencione-se sua fonte de origem.

17. O plágio, ou a simples imitação de outra propaganda, é prática condenada e vedada ao profissional.

18. O profissional de propaganda deve conhecer a legislação relativa a seu campo de atividade, e como tal é responsável pelas infrações que, por negligência ou omissão intencional, levar o cliente a cometer, na execução do plano de propaganda que sugeriu e recomendou.

19. O profissional de propaganda respeita as campanhas de seus competidores, jamais procurando destruí-las por atos, ou impedindo a sua divulgação. Nos textos que usa, exalta as vantagens dos seus temas, sem que isso envolva críticas ou ataques diretos ao competidor.

20. A propaganda é sempre ostensiva. A mistificação e o engodo que, escondendo a propaganda, decepcionam e confundem o público, são expressamente repudiados pelos profissionais de propaganda.

21. A obrigação do veículo para com o anunciante limita-se exclusivamente à divulgação da matéria autorizada no espaço determinado de acordo com as especificações técnicas ou o uso do tempo contratado pelo anunciante, não devendo este, de forma alguma, pretender influir na opinião do veículo. As obrigações mútuas são de caráter estritamente comercial.

22. É taxativamente considerada imoral a alegação do volume de verbas de propaganda, a fim de obter mudança de atitudes dos veículos, influenciar decisões ou conseguir vantagens não obtidas por outrem, em igualdade de condições.

III - RECOMENDAÇÕES
23. O profissional de propaganda que trabalha para uma determinada entidade não deve emprestar sua colaboração a outra empresa que, por vezes, está competindo com aquela que lhe paga o salário e lhe enseja a oportunidade de progredir na profissão.

24. Todos os profissionais de propaganda se comprometem, nos limites de sua competência, a assegurar, por suas ações, por sua autoridade e influência, o cumprimento deste Código, devendo empenhar-se pela neutralização dos menos escrupulosos que comprometem a seriedade da profissão.

25. É imoral, por prejudicar o povo, qualquer fixação de verbas de propaganda imposta por convênios, entre anunciantes, indicada direta ou indiretamente pelos sindicatos, associações, cartéis ou pelos Governos federal, estaduais ou municipais. Outrossim, a firma, representante ou vendedor que receber verbas, percentagem ou bonificações para propaganda, não poderá, sem quebra de honestidade comercial, deixar de aplicá-las em propaganda, quer dando-lhes outro destino ou, simplesmente, as incorporando aos seus lucros.

26. É imoral a utilização de idéias, planos ou material de uma Agência de Propaganda por parte do cliente que porventura dela se desligar, quer tal utilização seja feita diretamente, quer por intermédio de terceiros, sem consentimento prévio da Agência criadora.

27. A utilização da propaganda deve ser incentivada, pois ideal seria que todas as idéias, todos os serviços e todos os produtos fossem simultaneamente apregoados em todos os pontos do País, na mais livre concorrência, para a mais livre escolha de todos os cidadãos.

28. Recomenda-se que as Associações de Propaganda em cada cidade do País tomem a iniciativa de instituir comissão local de Ética de Propaganda, a qual terá como orientadores de suas normas os princípios estabelecidos neste Código.